Foto: Nathália Schneider (Arquivo Diário)
A madrugada da terça-feira (7) foi marcada por chuva forte em Santa Maria e região, impactando diretamente o ritmo da colheita de verão. Em entrevista ao programa Bom Dia, Cidade, da Rádio CDN (93.5 FM), o chefe regional da Emater/RS-Ascar, Guilherme Passamani, avaliou os efeitos da instabilidade climática sobre a produção agrícola.
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Segundo ele, o momento é considerado decisivo para culturas como soja e arroz, que dependem de tempo firme para o avanço da colheita. Com o alto volume de chuva registrado nas últimas horas, as operações no campo foram temporariamente interrompidas.
– Essa é uma etapa muito importante, principalmente para os grãos. Precisamos de tempo estável para os produtores conseguirem avançar – explicou.
Apesar disso, Passamani pondera que a chuva não deve trazer prejuízos imediatos, se o tempo voltar a firmar nesta semana.
– Desde que seja uma chuva moderada e o tempo se estabilize nos próximos dias, acredito que não teremos grandes problemas – afirmou.
Alívio para a pecuária e lavouras tardias
Por outro lado, a precipitação é vista como positiva para algumas atividades, especialmente a pecuária. A falta de chuva nas últimas semanas já afetava a qualidade das pastagens, e o cenário tende a melhorar com a umidade no solo.
Além disso, lavouras plantadas mais tarde – tanto de soja quanto de milho – ainda em fase de enchimento de grãos podem ser beneficiadas.
– O impacto pode ser até positivo para essas áreas que ainda estão em desenvolvimento – destacou o chefe regional.
Colheita deve ser retomada com melhora do tempo
Na região, a colheita da soja já atinge cerca de 20% da área cultivada. O milho também está em estágio avançado. Com a chuva, os trabalhos foram paralisados, mas devem ser retomados assim que houver condições climáticas favoráveis.
A principal preocupação, segundo Passamani, é com a persistência da instabilidade.
– Se essa chuva continuar ao longo da semana, aí sim podemos ter prejuízos mais intensos, porque a colheita é uma operação desafiadora e depende de janela de tempo – alertou.
Perdas médias de 15% após estiagem
Além dos impactos imediatos da chuva, a safra já acumula perdas provocadas pela estiagem registrada entre janeiro e fevereiro. De acordo com a Emater, a redução média na produção de soja na região é estimada em cerca de 15%.
O índice, no entanto, varia conforme o município. A região abrange 35 municípios, e em algumas localidades, não houve prejuízo significativo, enquanto em outras, como Tupanciretã, Júlio de Castilhos, Capão do Cipó e Santiago, as perdas foram mais severas.
– É importante dizer que é, em média, porque em alguns municípios não houve nenhum prejuízo, ao passo que há cidades com prejuízos mais intensos que esses 15% – explicou.
Dentro das próprias propriedades, há situações ainda mais críticas, o que tem levado produtores a acionar o seguro agrícola para tentar compensar os danos.
Monitoramento segue ao longo da colheita
A Emater segue realizando levantamentos de campo para refinar as estimativas de perdas conforme o avanço da colheita. O cenário definitivo da safra deve ser consolidado nas próximas semanas, dependendo das condições climáticas.
Enquanto isso, produtores seguem atentos à previsão do tempo, na expectativa de uma trégua da chuva para retomar os trabalhos no campo.
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191
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